A evolução dos veículos elétricos e a sua cada vez maior disseminação está a ser acompanhada pela aposta em sistemas de carregamento mais rápidos mas também mais eficientes.

Não há volta a dar à questão: os veículos movidos a eletricidade vieram para ficar e a sua presença nas estradas portuguesas irá aumentar exponencialmente nos próximos anos. De acordo com previsões da Eurelectric – Associação das Empresas Elétricas Europeias, divulgadas no passado mês de abril, em 2030 serão 40 milhões os veículos elétricos e híbridos a circular nas estradas europeias – 40 vezes mais do que o milhão registado em 2018. Na mesma altura, em entrevista ao Dinheiro Vivo, a Eurelectric garantia que em Portugal o aumento poderá ser igualmente significativo, passando dos atuais 16 300 veículos elétricos e híbridos para cerca de 655 mil em 2030. Um crescimento acelerado que só pode ser sustentado caso existam os pontos de carregamento necessários.

Em busca de respostas para um mercado cada vez mais exigente, a PT Empresas tem vindo a aperfeiçoar as soluções de carregamento de veículos elétricos que disponibiliza aos seus clientes. “Neste momento, existem já muitos pontos de carregamento elétrico na rua, em parques e no estacionamento dos próprios edifícios”, diz Mário Sousa, da direção de produto da empresa.

As soluções existentes são várias e vão desde sistemas que podem ser instalados num condomínio, mas criados de modo a que o consumo seja debitado ao utilizador e não ao condomínio, permitindo uma gestão eficaz do consumo elétrico, à possibilidade de instalação do ponto de carregamento no espaço público, sem custos para o proprietário.

“É um tipo de solução que tem evoluído bastante – também para dar resposta à evolução dos carros elétricos. Mas ainda é um mercado que tem de ter evoluções”, assume Mário Sousa, para quem o mercado empresarial surge como o principal cliente deste tipo de soluções que, com a generalização da presença deste tipo de veículos, têm vindo a apostar também na rapidez de carregamento. “Hoje existem carregadores lentos, mais ou menos rápidos e os ultra-rápidos, que permitem carregamentos em hora e meia”, avança Mário Sousa. Estes últimos são ainda raros, ressalva.